11/07/2018 07h40
PT lança ofensiva jurídica contra ministro Jungmann
O PT pretende iniciar uma ofensiva jurÃdica contra o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, por supostamente ter interferido na PolÃcia Federal para evitar o cumprimento do habeas corpus concedido ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) Rogério Favreto - decisão posteriormente revogada pelo presidente da Corte, Carlos Eduardo Thompson Flores.
O partido vai usar o episódio como sÃmbolo do que os petistas classificam de "perseguição do Judiciário e do juiz federal Sérgio Moro" contra o petista. A área jurÃdica, no entanto, ainda estuda qual o melhor caminho para acionar Jungmann.
A Coluna do Estadão revelou na segunda-feira, 9, que o ministro, ao qual a PF é subordinada, disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que o presidente do TRF-4 pediu à corporação que aguardasse o despacho final do próprio Thompson Flores. Por esse motivo os agentes da PF que estavam de plantão não soltaram Lula quando Favreto deu a decisão, pela manhã.
"Se o Jungmann participou diretamente desse esquema, será responsabilizado", afirmou o lÃder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), um dos autores do habeas corpus.
Jungmann negou que isso tenha acontecido. Questionado na segunda se poderia haver algum tipo de responsabilização da PF por causa da demora em soltar o ex-presidente, disse que a PF "cumpriu estritamente a lei, num momento muito difÃcil, de conflito de competências, no Judiciário." Procurado nesta terça-feira, 10, ele não se manifestou.
Deputados e senadores petistas se alternaram nesta terça falando sobre o assunto nas tribunas do Congresso e cogitam se mobilizar para convocar ou convidar Jungmann para dar explicações na Câmara ou Senado. O partido também organiza atos de rua - o primeiro está marcado para o dia 18, em Curitiba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo