24/07/2021 21h10
'Se eu perder o apoio popular, acabou', diz Bolsonaro a apoiadores
Alvo de pedidos de impeachment, manifestações nas ruas e criticado por autoridades do Legislativo e Judiciário pelas ameaças à s eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (24) que, se ele perder o apoio popular, "acabou". A frase foi dita em frente ao Palácio do Alvorada, residência oficial do presidente em BrasÃlia, enquanto o mandatário conversava com populares sobre a relação que mantém com seus apoiadores. "Se eu perder o apoio popular, acabou", afirmou Bolsonaro, que mais cedo fez um passeio de moto por regiões próximas ao centro da capital federal.
Enquanto o presidente circulava por BrasÃlia e falava com apoiadores, manifestações em diversas cidades pelo Brasil pediam pelo seu impeachment, registrando uma nova rodada de protestos contra o governo Bolsonaro. Segundo os organizadores, foram marcados mais de 400 atos, que ganharam o nome de #24JContraBolsonaro, em todos os Estados do PaÃs.
Com a administração federal na mira da CPI da Covid do Senado, Bolsonaro tem registrado quedas sucessivas no nÃvel de popularidade. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, e divulgada no inÃcio de julho, por exemplo, mostrou que a avaliação positiva do governo, quando o entrevistado diz considerar a gestão ótima ou boa, caiu de 33%, em fevereiro de 2020, para 27,7% em julho deste ano. A queda levou a aprovação para o pior patamar desde o inÃcio da atual gestão, em janeiro de 2019.
Segundo o último Datafolha, 51% avaliam o governo como ruim ou péssimo, 6 pontos porcentuais a mais do que o último levantamento, em maio. Aqueles que veem a gestão como regular somam 24% da população, 6 pontos a menos do que há dois meses. Já os que avaliam como bom ou ótimo são 24%, Ãndice estável desde o levantamento passado. A pesquisa mostra ainda que 59% da população não votaria no atual chefe do Executivo. Esse Ãndice era de 54% no levantamento anterior, de maio.
Na mesma conversa com apoiadores, Bolsonaro voltou a defender o voto impresso e a ameaçar a realização do pleito em 2022, caso a medida não seja aprovada e implantada nas próximas eleições. "Na quinta-feira vou demonstrar em três momentos a inconsistência das urnas, para ser educado. Não dá para termos eleições como está aÃ", disse Bolsonaro, recebendo apoio do grupo.
Fonte: Estadão Conteúdo