01/03/2018 18h40
Servidor acusado de desvio da Previdência parlamentar nega qualquer ilícito
Indiciado por peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, o servidor Leandro Cezar Vicentim negou nesta quinta-feira, 1º, que tenha causado prejuÃzo à Câmara e afirmou que tinha o consentimento dos deputados para realizar investimentos paralelos ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). Por meio de seu advogado, MaurÃcio Carneiro, o funcionário da Câmara informou que está voltando para o PaÃs nesta quinta-feira, 1º, e disse que não cometeu "qualquer tipo de ilÃcito".
O Departamento de PolÃcia Legislativa da Câmara e o Ministério Público Federal abriram uma investigação contra Vicentim por suspeita de desvio de pelo menos R$ 5 milhões da Previdência dos deputados. O servidor foi afastado do cargo no dia 2 de fevereiro e responde também a um processo administrativo disciplinar. A Secretaria de Controle Interno da Casa começou a fazer uma auditoria nas contas do plano parlamentar e suspeita-se que o rombo pode ser maior do que o registrado inicialmente.
Vicentim era o responsável por oferecer o plano de Previdência aos parlamentares. As investigações apontam que o funcionário abriu uma empresa com o nome PSSC Assessoria Ltda. e recolheu a contribuição dos parlamentares que eram pagas em boleto bancário no nome da empresa dele. Segundo o advogado, os deputados tinham investimentos com a empresa do servidor em paralelo ao plano de Previdência. "Ele não se apropriou de nada", disse Carneiro ao Estadão/Broadcast PolÃtico. O defensor disse que preferia preservar os nomes dos parlamentares que teriam negócios com seu cliente.
Carneiro enfatizou que não há "qualquer tipo de ilÃcito" cometido por Vicentim, seja administrativo ou penal, e que tudo ocorreu com a "anuência das partes envolvidas". De acordo com o advogado, os parlamentares tiveram "inclusive lucro" com os investimentos. "Não há qualquer tipo de prejuÃzo financeiro para a Câmara ou para o setor de Previdência da Casa ou tão pouco aos parlamentares", disse o advogado.
Fonte: Estadão Conteúdo