30/04/2018 18h30
Sindicalista ferido em acampamento pró-Lula tem alta da UTI
Baleado durante um ataque a tiros contra o acampamento Marisa LetÃcia, em Curitiba, na madrugada de sábado, 28, Jefferson Lima de Menezes, de 39 anos, teve alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O militante, presidente do Sindicato dos Motoboys de Santo André, foi transferido para um quarto da enfermaria do Hospital do Trabalhador nesta segunda-feira, 30, segundo informações da Secretaria da Saúde do Paraná.
O sindicalista participava da vigÃlia em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, quando foi atingido de raspão no pescoço. De acordo com o boletim médico, Jefferson está acordado e tem quadro de saúde estável. Os resultados dos exames laboratoriais feitos na manhã desta segunda-feira foram classificados como bons.
Outra vÃtima do ataque, a advogada Márcia Koakoski, de 42 anos, foi ferida no ombro por estilhaços de um banheiro quÃmico atingido por um dos disparos. "Fisicamente não foi grave, mas estou abalada psicologicamente", disse ela ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo, 29.
Investigação
Jefferson será ouvido pela polÃcia assim que tiver alta do hospital onde está internado. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da PolÃcia Civil do Paraná no domingo.
Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que um homem atirou contra o acampamento. O autor dos disparos ainda não foi identificado e outras testemunhas, além de Menezes, serão ouvidas. Uma mulher também foi ferida no ombro durante o ataque, sem gravidade.
Caravana
Esse foi o segundo atentado contra apoiadores do ex-presidente Lula este ano. No dia 27 de março, ônibus que acompanhavam o ex-presidente foram atingidos por tiros no interior do Paraná. Na ocasião, dois tiros perfuraram a lataria de um dos três veÃculos da comitiva petista na Rodovia PR-473, entre os municÃpios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no oeste do Estado. A investigação ainda não apontou suspeitos do atentado.
Fonte: Estadão Conteúdo