18/04/2017 22h48
Suíça bloqueia contas de João Santana
A reportagem apurou que as contas citadas pelo publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014), estão hoje bloqueadas nos bancos suÃços e que elas foram alimentadas, segundo pessoas próximas à investigação, com dinheiro de campanhas na 'América Central e na América do Sul'.
João Santana e sua mulher Monica Moura confessaram o recebimento de valores não contabilizados da empreiteira Odebrecht por campanhas do PT.
Em Berna, o Ministério Publico Federal da SuÃça também indicou que contas secretas no paÃs eram usadas para financiar campanhas eleitorais e a suspeita dos investigadores era de que elas tenham sido alimentadas com recursos « criminosos.
Os suÃços indicaram que contas suspeitas de alimentar campanhas foram bloqueadas. "Como parte das investigações sobre o caso Petrobrás/Odebrecht, o Escritório do Procurador Geral da SuÃça também ordenou o bloqueio de uma conta que era mantida por uma empresa localmente domiciliada", informou o Ministério Público suÃço.
"De acordo com as informações disponÃveis, ela (a conta) foi usada para financiar campanhas polÃticas na América Central e na América do Sul", explicou o Ministério Público, já em meados de 2016.
Os suÃços também indicaram que não estão investigando o suposto uso ilegal em campanhas, já que isso não seria de sua jurisdição. Mas, para eles, é a origem suspeita dos recursos que levantou dúvidas.
"Qualquer doação ilegal para campanhas eleitorais e outros objetivos polÃticos devem ser assunto de investigação nos paÃses concernidos e não são, portanto, do interesse direto das investigações conduzidas pelo Escritório do Procurador Geral", destacou o Ministério Público.
Segundo Berna, o Brasil fez na época um pedido de cooperação para ter acesso a esses dados e os documentos já foram transmitidos ao procuradores da Operação Lava Jato.
Segundo o MP suÃço, em junho de 2016, 'em relação à sra Dilma Rousseff não existe nem um processo criminal e nem investigações conduzidas em relação a ela'.
Fonte: Estadão Conteúdo