08/05/2020 07h50
'Tem muita gente revoltada achando que o presidente vai cair', diz aliado
Um dos lÃderes do ato antidemocrático do último domingo, o militar reformado Wilton Lima, afirma que evitar a queda do presidente Jair Bolsonaro é mais importante que o risco de contaminação pela covid-19.
"Eu tenho medo, é uma doença séria. Mas se essas interferências nos Poderes continuarem, isso vai gerar uma interferência polÃtica muito grande e a gente não sabe para onde o PaÃs vai caminhar", disse Lima. "Tem muita gente revoltada, desesperada, achando que o presidente vai cair."
O militar reformado, que costuma transmitir diariamente declarações do presidente em frente ao Palácio da Alvorada em seu canal no YouTube, trabalhou na organização do ato com Renan Senna, ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos. Senna é acusado de agredir uma enfermeira em ato de defesa do isolamento social e de colocar faixas com xingamentos na Embaixada da China.
O ato de domingo passado teve como bandeira a destituição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Lima, no entanto, nega que esses tenham sido os temas centrais da mobilização e diz que o objetivo foi "fazer a defesa da famÃlia Bolsonaro".
"A famÃlia toda está sendo muito atacada, muito humilhada, principalmente porque querem retirar a força polÃtica que a famÃlia tem", disse ele.
Outro organizador, o psicólogo Wagner Cunha costuma fazer protestos em frente ao STF. Em vÃdeos, ele pede o fechamento imediato do Judiciário. Segundo Lima, foi combinado que essas pautas não seriam mencionadas na manifestação de domingo. O contato das lideranças que organizam as mobilizações por todo o PaÃs contou com o apoio do segundo vice-presidente do partido Aliança pelo Brasil, o empresário LuÃs Felipe Belmonte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo