18/01/2018 19h20
Temer reafirma que Rodrimar não foi beneficiada por Decreto dos Portos
Como já havia dito antes em manifestações durante a investigação em torno do Decreto dos Portos, o presidente Michel Temer negou que o Grupo Rodrimar tenha sido beneficiado com a edição do decreto dos Portos, publicada em maio de 2017.
Temer reafirmou sua posição em resposta à s perguntas elaboradas pela PolÃcia Federal na investigação que apura um suposto esquema de corrupção no Porto de Santos. "As empresas do Grupo Rodrimar não foram beneficiadas com a edição do Decreto nº 9.048/2017, conforme demonstram os documentos do Ministério dos Transportes constantes dos autos de investigação e complementados pelos que estão sendo feitos em separado, por petição", reforça Temer.
O presidente ainda disse que não foi procurado por empresários do setor portuário sobre a edição do decreto, e que não acompanhou a tramitação da matéria. Em um das perguntas em que a PF procura saber da relação de Temer com o setor portuário em São Paulo, a corporação cita que "diversos meios de comunicação fazem referência a Vossa Excelência como tendo vÃnculos com o setor portuário de Santos/SP". Temer responde que, na condição de vice-presidente e de presidente da República, "recebia e dialogava com representantes dos inúmeros segmentos sociais e empresariais do PaÃs, inclusive do setor portuário".
A polÃcia ainda questiona como, em 2013, quando o antigo decreto dos portos era editado, as questões das concessionárias de terminais portuários chegaram a vice-presidência, ocupada então por Temer. "Os empresários procuraram diretamente Vossa Excelência ou foram levados por algum parlamentar para audiência, em 2013?", pergunta a PF.
O presidente responde que a questão dos portos, "tal como tantas outras", chegou ao seu conhecimento por intermédio de membros do próprio governo e de parlamentares. "Não tenho e jamais tive nenhuma relação com o setor portuário diversa das que mantive como parlamentar, Vice-Presidente e Presidente da República com os setores empresariais", afirmou Temer.
Fonte: Estadão Conteúdo