21/12/2017 17h40
Tribunal de Justiça do DF não descartou prisão domiciliar a Maluf
O pedido da defesa de Paulo Maluf para que o parlamentar seja transferido à prisão domiciliar ainda não foi analisado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O tribunal pediu um laudo do Instituto Médico Legal para esclarecer o estado de saúde de Maluf, que é um dos motivos alegados pela defesa para que ele não seja encarcerado.
"Solicito as providências necessárias no sentido de submeter o sentenciado Paulo Salim Maluf, filho de Maria Stefano Maluf, à perÃcia médica para fins de análise de prisão domiciliar humanitária, com remessa a este JuÃzo do laudo respectivo", disse, em ofÃcio expedido à Diretoria do IML, a diretora da secretaria da Vara de Execuções Penais do TJDFT, Tatiana de Souza Guedes.
O pedido é para que a perÃcia seja feita assim que Maluf seja transferido a BrasÃlia, "com elaboração de laudo preliminar, se o caso, sem prejuÃzo da elaboração de laudo complementar para responder aos quesitos eventualmente formulados pelas partes, a serem oportunamente encaminhados". O tribunal também solicitou que, caso não seja possÃvel realizar o exame na chegada do polÃtico, seja informada a nova data.
A decisão de transferir Maluf para a Papuda foi tomada nesta quarta-feira, 20, por Bruno Aielo Macacari, juiz de direito substituto do DF.
A defesa ainda tenta suspender no STF o inÃcio da execução da pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e aguarda uma decisão da presidente do Supremo, Cármen Lúcia.
Se nenhuma nova decisão mudar o curso dos acontecimentos, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) ficará detido em uma cela de 30 metros quadrados e com capacidade para abrigar até dez internos, na ala B, bloco 5, do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
As alas A, B e C deste bloco reúnem polÃticos, idosos, ex-policiais, além de presos com ensino superior. O empresário e senador cassado Luiz Estevão se encontra na mesma ala B, onde ficará Maluf, mas ainda não está definida a cela exata em que o deputado condenado ficará. As três alas reúnem presos que são considerados "vulneráveis", que poderiam correr riscos se confinado juntos aos demais detidos. Entre os presos no bloco dos vulneráveis, na ala A, está Geddel Vieira Lima.
Fonte: Estadão Conteúdo