25/10/2018 09h50
WhatsApp em massa viola uso do aplicativo
A prática adotada por diversas empresas que atuaram nas campanhas eleitorais no Brasil, de espalhar mensagens em massa pelo aplicativo WhatsApp, viola as polÃticas da empresa. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que os candidatos declararam gastos, neste ano, de ao menos R$ 2,6 milhões pelo envio de "disparos" - ou seja, quando há uma grande quantidade de mensagens enviadas ao mesmo tempo.
Empresas que oferecem esse tipo de serviço geralmente usam mais de uma conta - em alguns casos, com números de celular de fora do Brasil - para replicar o número de mensagens enviadas, o que pode ser considerado spam. A prática não é considerada crime eleitoral, a não ser que a lista de números de celular usada tenha sido comprada.
Robôs
O número de disparos de mensagens contratadas por um só candidato, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chegou a um milhão, o que seria praticamente impossÃvel sem o uso de algum tipo de robô. "Nenhum tipo de automatização é permitido", disse um funcionário de engenharia e integridade da empresa.
O impacto desse tipo de serviço não é mencionado pela companhia. Eles dizem que não conseguem mensurar a quantidade de vezes em que um mesmo conteúdo foi compartilhado ou se houve teor polÃtico no envio, pois não têm acesso ao conteúdo das mensagens.
"Já que não sabemos o conteúdo das mensagens, não conseguimos saber se elas estavam associadas a uma empresa de marketing. É impossÃvel para nós dizer exatamente o número de mensagens que foram enviadas por essas empresas", disse a vice-presidente de PolÃticas e Comunicação do WhatsApp, Victoria Grand. Empresas que praticam a irregularidade serão notificadas extrajudicialmente, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo