25/10/2021 21h20
YouTube também exclui live de Bolsonaro com falsa relação entre vacina e aids
Após Facebook e Instagram, o YouTube também removeu de sua plataforma a mais recente transmissão ao vivo nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, em que o chefe do Executivo cita uma falsa relação entre vacinas contra covid-19 e aids. "Removemos um vÃdeo do canal de Jair Bolsonaro por violar as nossas diretrizes de desinformação médica sobre a covid-19 ao alegar que as vacinas não reduzem o risco de contrair a doença e que causam outras doenças infecciosas", diz a rede social, em nota.
Agora, Bolsonaro deve ficar suspenso do YouTube por 7 dias. Assim, não conseguirá realizar sua tradicional transmissão ao vivo semanal na plataforma nesta quinta-feira, 28. Documento com as polÃticas internas da rede social explica que, se um usuário for alertado pela segunda vez de um conteúdo contrário à s diretrizes, ele receberá um aviso de suspensão por uma semana. Neste perÃodo, fica impossibilitado de postar vÃdeos ou fazer transmissões ao vivo, mas o canal segue disponÃvel com postagens anteriores. Bolsonaro já havia sido alertado de conteúdo que feria as polÃticas internas em julho.
Embora o YouTube não cite a suspensão na nota oficial, uma fonte da empresa garante ao Estadão/Broadcast PolÃtico que a norma interna será cumprida. "As nossas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais, e atualizamos as nossas polÃticas à medida que a orientação muda. Aplicamos as nossas polÃticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem for o criador ou qual a sua opinião polÃtica", limitou-se a acrescentar a plataforma, na nota.
Se for alertado sobre publicar informações falsas com potencial de impacto na saúde pública em seus vÃdeos mais uma vez dentro de 90 dias, Bolsonaro será suspenso por duas semanas. Se receber três avisos, será banido definitivamente da rede social. Cada aviso leva 90 dias, a partir da data de emissão, para expirar. Essas regras constam do documento "Conceitos básicos sobre os avisos das diretrizes da comunidade", disponÃvel no site do Google, proprietário do YouTube.
Na última quinta-feira, 21, Bolsonaro fez uma declaração falsa sobre vacinas e chegou a reconhecer, na oportunidade, a possibilidade de ter sua transmissão cancelada pelas redes sociais. "Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados estão desenvolvendo a sÃndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido do que o previsto", disse o presidente, já desmentido por especialistas em saúde. "Não vou ler para vocês a matéria porque posso ter problema com a minha live, não quero que caia", acrescentou. Além do YouTube, Facebook e Instagram também derrubaram a live da última quinta-feira.
Fonte: Estadão Conteúdo